Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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sábado, julho 31, 2004

Eu e a existência/condição humanas

    Falando com a Fer, ela me cobrou que abandonei o Blog. Não é bem verdade: só não estou no mesmo ritmo - e clima - de alguns outros dias. É só uma questão de estado de espírito.

    Na verdade, estou, isso sim, um bom tanto menos introspectivo - por enquanto. Nos últimos dias, consegui deitar a cabeça no travesseiro sem ficar horas acordado tentando entender (e quissá resolver) os problemas dos míseros humanos.

    Agora, o porquê disso? pff. Não faço idéia. Na verdade, há um bom conjunto de porquês.

    Um dos motivos é que me ocupei de várias outras coisas nessa semana. Trabalhei bastante, me atrapalhei outro tanto; me preocupei em programar a viagem; me preocupei muito com meu futuro, em um sentido mais pragmático do que abstrato - e isso me consome energia demais (só espero que traga algum resultado, embora já não acredite nisso).

    Entretanto, talvez o principal motivo seja que nos últimos dias percebi que nem tudo está perdido.

    É engraçado, não consigo ser niilista sem ter algum viés de determinação - que muitas vezes nego - e por isso nego o niilismo. De nada serviria começar tudo do zero, porque a natureza do estúpido humano trairia os novos idealistas - os medíocres cuidariam de criariar uma realidade medíocre novamente. Então, sou mais realista e pragmático nesse sentido - talvez até neo-pragmático (ainda que não tenha estudado o suficiente para me afirmar). Peguemos o ruim que temos e, dentro do possível, vamos viver bem assim, buscando as qualidades e buscando melhorar - visando a um ideal, utilizando-nos das ferramentas à disposição para construção de uma nova realidade a partir desta, por pior que ela seja.

    O ponto é que não acredito nesse ideal, porque não acredito em quem o tenta construir. Na busca, sim, acredito - e espero jamais negar minha concepção clássico-teleológica da vida, embora nossa imperfeição não permita o desenvolvimento pleno de nossas potencialidades (apenas uns mais, outros menos) - o que é uma grande pena!

    Mas, como eu disse, nos últimos dias talvez eu tenha visto uma pequena luz, talvez tenha percebido que nem absolutamente toda a existência humana está perdida - há uma parte (muito, muito pequena, é verdade) que está aprisionada - ou limitada - pela condição demasioado humana dos que a rodeiam! Isso é péssimo, é verdade, e triste. Mas muito mais confortante do que a visão que eu antes tinha. Nem tudo está perdido.

    Como sempre, tenho lá meus motivos.