Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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segunda-feira, julho 26, 2004

Just... LET GO

    Às vezes, o ato de abrir a mão é o mais difícil. Sabe aquela cena clássica dos filmes? As pessoas vão se afastando, se afastando (fisicamente), até que a única coisa a se tocar são as mãos - às vezes até os dedos, apenas. E essa posição, normalmente, causa sofrimento. Até que vem a frase de sempre: "let go". Por que diabos é tão difícil esse último passo?
 
    Isso me lembra o filme "Anjo Mal", com Macaulay Culkin. O final, clássico, em que a mãe e, salvo engano, tia, segura as duas criaças e deve soltar uma. Fosse de verdade, morreriam as duas - porque ela não soltaria. Fosse em uma história minha, morreriam as duas crianças e a mãe/tia, de remorso, pularia o abismo e se mataria - isso, sim, deria humano, demasiado humano (e somos medíocres a ponto de não conseguir fugir dessa maldita condição).
 
    A escolha é, certamente, muitíssimo mais difícil do que foi apresentada no filme. Não falo da escolha entre uma crianaça e outra, não: a escolha de fazer o que tem que ser feito. Se livrar de uma coisa que é ruim, de uma pessoa má, de algo que faz muito mal à tua vida (e, às vezes, as três coisas juntas); mas que, acima de tudo, essa coisa é amada - e muito - por ti. Era o caso. É o caso.
 
    Já ouvi muitas vezes, e em pura 'sabedoria popular', que alguém deve 'ver o cadáver do falecido', para se dar conta da realidade de uma vez. Assim, apesar de sofrido, é mais fácil (ou mais rápido) encarar os fatos e 'move on'.
 
    Mas... e quando não se trata de algo 'natural', como a morte? E quando se trata de pura maldade (como no filme)? Não sei vocês, mas maldade me trespassa o coração, seja ela qual for. Quando é comigo, normalmente me subjuga, me aniquila, por mais leve que seja. Não posso com maldades.
 
    Pois eu vi o cadáver. E vi como a pessoa morreu. Aliás, morreu aos poucos - e deveria ser cuidada por mim, e não foi. Quão dolorido pode ser isso? Quanto remorso e sofrimento pode causar?
 
    Mas não basta.
 
    Vi a maldade.
 
    E a maldade me deu ódio. Um ódio violento e respulsivo, que chega a me doer fisicamente o coração, que me faz os olhos úmidos por si só.
 
    Mas o ódio é a resposta dos fracos. Não posso negar: sou fraco - e fui subjugado.