Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quinta-feira, julho 22, 2004

Mais sobre pessoas

    Na busca de uma definição do tipo de pessoa de quem gosto de estar acompanhado, não encontrei o adjetivo que eu queria (além do 'inteligente' que conforme já mencionei no post 'Afago alemão' - e voltarei ao tema - é, para mim, quem se questiona). Só consigo pensar em 'simples', mas definitivamente não é isso.
 
    Preciso, em minha vida, de pessoas ingênuas, simples, sem maldade, sem malícia, sim. No entanto, todas essas características, para mim, definem uma pessoa medíocre. Onde está, então, a diferença?
 
    Bonito é quem já deixou de ser ingênuo, já é complexo, conheceu a maldade e a malícia e, apesar de tudo, apesar de todas as 'seduções' desse 'lado' obscuro do humano - e da tendência geral da sociedade culturalizada para este sentido - aprecia o singelo.
 
   Há pouco mais de uma semana, assisindo ao seriado 'Once and Again' (Sony), que, casualmente, é transmitido no horário usual do meu almoço (detesto fazer refeições sem mais nada para fazer), cheguei aos soluços de tanto chorar por três capítulos seguidos. E qual a fórmula para isso, qual o segredo? Sentimentos profundos e pesados, devem imaginar... mas não. Exatamente o contrário.
 
    Em tempos de sexo selvagem e paixões arrebatadoras, é difícil ver quem ainda perceba (e é essa a palavra; não estou falando em 'acreditar', conceitualmente, mas em efetivamente perceber) as coisas singelas, como um toque na mão ou um olhar com brilho. Lê-se muito a respeito do cheiro da manhã, de grama molhada, sobre a beleza do nascer do sol, do canto dos pássadoros (e de cada um deles) e de todas essas baboseiras sentimentais; mas quantos de nós de fato param na correria do dia-a-dia para apreciar essas coisas, em lugar de ler sobre elas e suspirar?
 
    De fato, até soa um tanto piegas imaginarmo-nos fazendo tais coisas, e muitos de nós teriam vergonha de fazê-lo. No entanto, o tipo de pessoa que percebe essas coisas naturalmente, mesmo sabendo que é algo tão simples - por compreender o amplo e abstrato - é exatamente quem tem valor.
 
    E que valor.