Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quarta-feira, julho 28, 2004

Normal?

    Há uns anos, falando com uma amiga (com quem, pelas vicissitudes da vida, perdi contato), que era psicologa e fazia mestrado em alguma coisa na área, ouvi a frase: ¨gosto de falar contigo, pois tens uma mente complexa¨. Mal sabe ela o quanto aquilo me soou como um grande elogio.
 
    Ontem ainda, conversando com a Fer, cheguei a uma conclusão: a humanidade está perdendo talentos. Grande parte dos gênios da história eram absolutamente loucos - ou enloqueceram -, e os que não eram tinham outras características que os afastavam definitivamente da ´vida social´, como alcoolismo, ópio, tendências ao isolamento e à solidão, etc.
 
    Hoje, quem possui essas inclinações é levado a ´corrigi-las´, pelo bem de sua sanidade. Pessoas são impedidas de ficar loucas, ou compelidas a se tratarem, como se isso fosse boa coisa sempre.
 
    Afastando o aspecto da genialidade, me lembro de um caso, apresentado em um filme (o nome deste, claro, não lembro): uma mulher que queria muito, muito, muito ter um filho. Mas muito mesmo. E teve, com o homem da vida dela; mas a criança nasceu morta. A mulher, literalmente, enlouqueceu, e foi internada para tratamento. O drama girava em torno de sua psiquiatra, que tinha verdadeiras crises de consciência imaginando se deveria ou não curar a paciente. Em uma das falas mais bonitas, ela se abre com uma amiga: ¨fulana (a paciente), todos os dias de manhã, diz para mim - com toda felicidade - que, na noite anterior, teve um filho lindo. Ela sabe me dizer se era menino ou menina, escolhe nomes. Todos os dias. Sei que não é o certo, o normal, mas ela é tão feliz assim!¨. A frase era mais ou menos essa.
 
    Bom, e eu com isso? ¨I´m not crazy, but I´m insane!¨ Ou seria esta frase célebre o contrário? Não sei, não importa. You´ve got the picture.
 
    Se eu não tivesse lá meus instintos de auto-preservação, certamente enlouqueceria - mais ainda do que já o fiz. E, no fim das contas, pode ser até que fosse bom, ou produtivo - meus brain storms produtivos não são mais nem menos do que pequenas crises de loucura. Pode ser que trouxesse alguns bons resultados, quissá até algumas satisfações. Se eu consigo, não sei: estou à beira. É uma decisão, mas muito distante de ser consciente.
 
    De tudo, apenas uma grande verdade: sou constantemente achacado pelo esteriótipo da normalidade. Não quero entrar em considerações ´alquimistas´ a respeito - pro inferno com eles! Apenas, é um peso a mais nos ombros.