Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quinta-feira, julho 22, 2004

Sonhos...

    Já tiveste a sensação de que uma parte da tua vida foi um sonho? Assim: um período - normalmente curto - em que tudo o que aconteceu foi como que 'mágico', mas, principalmente, diferente da pessoa que tu és. Falo de pessoas, lugares, experiências diferentes (boas ou más) que parecem distoar da realidade que faz parte da tua personalidade. Mais tarde, olhando para tras, tudo aquilo parece ter sido um sonho - ou um pesadelo - muito mais do que parte da tua linha de vida. 

    Agora, e quanto a ter um sonho dentro do outro? Sonhar que se está sonhando e sonhar que acordou - ainda no sonho - para, só depois, acordar? É uma verdadeira agonia, e dificulta ainda mais aquele breve período em que, ao acordarmos, ainda não sabemos o que foi realidade e o que foi sonho.
 
    Junte ambas as noções, e terás idéia da impressão que tenho da minha vida.
 
   Olhando para alguns dos últimos acontecimentos, penso: 'não podem ser verdade, só posso estar sonhando'. Um pouco por serem, sim, extremos; outro tanto por pura incredulidade; mais, ainda, por distoarem de quem eu sou (e de quem eu queria ser). O que me tornei agora não é fruto dos meus desejos de ontem ou de antes. Não há uma linha de evolução, mas uma série imensa de cisões - involuntárias ou desejadas, consentidas ou não.
 
   Quanto mais para trás eu olho, mais impressão tenho disso. Parece que nada da minha vida foi por mim vivido de verdade, parece ter sido tudo um sonho; aliás, não apenas um, porém um, dentro do outro, dentro do outro, e assim por diante, até o dia do meu nascimento.
 
    O terminar de cada um deles equivale à agonia de acordar e não saber se o que aconteceu foi sonho ou realidade. De toda forma, não importa, pois é preciso sair da cama e viver de verdade. Mas será de verdade ou, de repente, agora é só mais um sonho dentro do outro? Preciso saber a resposta disto logo: ou a vida é assim mesmo e me acostumo com essa sensação (que se repetirá para sempre), ou é melhor que eu acorde, de uma vez por todas, o mais breve possível. Prefiro a segunda, pois a primeira equivaleria a não ter vivido.