Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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sábado, agosto 21, 2004

Ambições medíocres

(em resposta a um comentário anônimo no post "Ah, esse tal de tempo..."

     Para mim, querer pouco é exatamente ser medíocre. Mas isso é questão de ponto de vista, sim: pode ser que seja até menos que medíocre. A não ser que a nossa sociedade (ou a humanidade) seja considerada tão vazia a ponto de não ter sequer ambições, ou de ter tão poucas e tão baixas que querer qualquer coisa já esteja acima do mediano.

     Eu prefiro não acreditar nisso. Ainda acho que nossos semelhantes possuem seus desejos - medíocres - do dia-a-dia. Quem já não possui nenhum, para mim, está morto e não sabe.

     Ter poucas ambições? Isso é cair na rotina, na mesmisse, no 'dia-a-dia' - é o que todo mundo (ou quase todo mundo) faz, é ser medíocre. Ou estamos tratando de parâmetros distintos de comparação (eu trato em termos da nossa sociedade; se utilizarmos toda a humanidade pode ficar ainda pior) ou não sabes a acepção correta do vocábulo.

     O 'medíocre' que expressei não tem necessariamente qualquer conotação pejorativa; é tão-somente uma forma de situar a pessoa que tem poucas ambições como alguém 'comum', 'mediano' - apenas mais um dentre tantos. Se isso é bom ou ruim é uma questão muito mais ampla acerca dos valores e ideais de vida de cada um.