Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quarta-feira, agosto 04, 2004

Assim é que eu vi:

     Eu tento não ir atrás dos 'ditados religiosos populares' do tipo: "Deus escreve certo por linhas tortas", ou "é a vontade Dele" e coisas afins. Talvez até o "universo conspira" serja mais próximo do meu empirismo exagerado - mas não posso negar que me cause certo desconforto. Eu não diria que ele conspira, mas, sim, que a universalidade se 'move' em um conjunto, em uma 'unidade fluida'. Mas isso é coisa para explicar nesse blog ao longo do tempo.

     Fato é que, quando é para dar uma coisa errado, parece que muitas dão. Jà ouvi isso de todo mundo, e quem jamais sentiu? Quando algo importante quebra, não é só isso: perdemos alguém querido, vem um problema de saúde, a gerente do banco fica doente quando precisamos dela, o periquito foge, o cachorro faz xixi onde não devia e sempre tem alguém que, no fim das contas, rouba nossa vaga no supermercado.

     De uma catástrofe imensa, nossa vida vira um emaranhado de pequenas catástrofes onde nada dá certo! Olha, não sei até onde é coincidência, até onde nosso pensamento negativista 'causa' situações ruins, ou mesmo se não acabamos - por estarmos sensíveis - enxergando coisas ruins que não existem ou que passariam desapercebidas. Mas, seja qual for a causa, a verdade é que é uma merda quando essa bola de neve despenca.

     No entanto, há de se tirar vantagens disso. Eu, certamente, aprendi muita coisa com a minha bola. Muita mesma, desde os clichês de sempre até coisas bem introspectivas. No entanto, acho que uma das coisas que mais aprendi (ou a mais significativa), é a seguinte: eu sempre vivi momentos felizes como se eles fizessem parte da vida. Eu era absurdamente feliz, e encarei minha existência como se eu fosse apenas feliz - hoje eu vejo isso. E vejo que a felicidade não é parte da vida, mas é contingente.

     Não, não falo em Carpe Diem, que, vivido ao extremo, é uma tremenda bobagem e - pasmem! - perda de tempo (minha humilde opinião). É uma questão de viver cada dia, sim, com o passado pesando, o presente estressando e o futuro preocupando - como qualquer mísero humano faz. Mas, quando essa tal de felicidade passar, não deixe de dar-lhe um bom abraço. Seja por um ano, um mês, um final de semana, uma hora ou um minuto, não deixe a felicidade ir embora sem tomar um chimarrão com ela e perguntar-lhe qual o sentido da vida e da existência de tudo: desde o universo até a mais mísera forma de vida: o homem.

     Depois, pense a respeito de tudo isso denovo, e repita, e repita... até a morte.

     Isso é o que aprendi. Não quero mais deixar a felicidade passar para só perceber ela, com um saudosismo sofrido, quando estiver triste.

     Quem sou eu para tentar, aqui, ensinar alguma coisa, afinal? Bom, só estou tentando repartir o pouco que aprendi, se isso servir para alguém.

     Ah! Quanto às coisas ruins: às vezes é necessário que o carro estrague na beira da estrada para pararmos de sermos idiotas, acabarmos por um momento com a correria irracional que vivemos e, no fim das contas, apreciarmos a bela paisagem que se estende ao nosso lado. A qual, aliás, se não houvesse essa 'parada forçada', nem seria vista.

     Assim é que eu vi. Acontece de só percebermos coisas incríveis que nos rodeiam quando tudo o mais da errado - e muito errado. Pensa nisso, e eu estar escrevendo aqui às 4:10 da manhã já vai ter valido a pena.