Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

Minha foto
Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

quinta-feira, agosto 26, 2004

E pega no tranco...

    Tudo é questão de ritmo mesmo.

    Falando em auto-ajuda, ontem estava eu lendo meu Aristóteles (por questões mandamentais, e não lúdicas, diga-se - antes fosse o contrário) e me deparei com uma frase clichê: "para que a escolha seja acertada deve ser verdadeiro o raciocínio e reto o desejo." Já li isso em 50 lugares diferentes.

    Bom... pra quem gostou da frase, agora deixa eu contextualizar filosoficamente:

    "(...) são três os elementos da alma que controlam a ação e a verdade: sensação, razão e desejo.
    Destes três, a sensação não é princípio de qualquer ação refletida; demonstra isso o fato de os animais inferiores possuirem sensação, mas não agirem refletidamente.
    A afirmação e a negação no raciocínio correspondem à busca e à repulsa na esfera do desejo; por isso, já que a virtude moral é uma disposição de caráter relacionada com a escolha, e a escolha é um desejo deliberado, para que a escolha seja acertada deve ser verdadeiro o raciocínio e reto o desejo, e este último deve buscar exatamente o que o primeiro determina." (sic), grifos meus.
    Aristóteles, Ética a Nicômaco, Livro VI, 2.


    Até há mais coisa que eu gostaria de colocar, mas o farei se acharem necessário e me pedirem. A idéia não é fazer do blog um mural para filósofos antigos (a não ser que queiram ler, sei lá). Isso está aí por dois motivos:

    1 - porque exprime muito do que penso sobre as virtudes. Mas muito mesmo. Bom, eu sempre disse (e está aqui no blog, nos primeiros textos) que me aproximo demais da filosofia clássica. A articulação e coesão do autor são impressionantes - o livro é extremamente denso. E o raciocínio que ele faz a partir de conceitos tão em falta hoje (moral e caráter) é única. E são coisas às quais me apego muito, talvez até demais.

    2 - porque falei em auto-ajuda no post anterior. Dizem que a auto-ajuda foi iniciada por um livro do Dale Carnegie, "Como Fazer Amigos e Influenciar as Pessoas" (está mal traduzido, o correto seria "e ser uma pessoa influente"). Na verdade, já estou discordando dessa afirmação, e achando que foram os gregos mesmo - muito por causa da sua forma de educação. Mas isso já é outra história.

    Té+ procêis.