Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quinta-feira, setembro 02, 2004

Desculpem-me o tom de desabafo...

    Che...

    Nesses últimos dias, os meus antes terríveis brain storms têm se mantido afastados de mim - acho que meus neurônios entraram em greve. Também pudera: além de exigi-los demais, ainda os tenho deixado sem qualquer remuneração à altura.

    Semana passada me senti a última das criaturas, decorando leizinhas para a dita prova da OAB... mas, enfim, algumas coisas têm que ser feitas mesmo a contragosto. Lembrei-me, tim-tim por tim-tim, por que diabos não quero mais passar perto de concursos públicos. Para quem quer saber: fui mal horrores, mas passei na tal da prova. Agora, é estudar para a segunda fase.

    Detesto essas coisas... já estou começando a dizer: não quero saber leis. Quando nem mais leis resolverem, ou quando não souberem mais sequer para que elas servem, me chamem. Eu vou ter prazer em mostrar a quem quiser tudo o que há por trás do que consideram supremo e essencial, e que a maioria das pessoas ignora. E mais: o faz consciente e deliberadamente. Que pena. Para eles.

    Enfim... será culpa da Igreja Católica? Dos humanistas? De quem? Quem é o culpado por enxergamos apenas nosso umbigo? O ser humano urge por algo maior que si mesmo, mas não vê. Necessita, mas não enxerga. E, então, cria.

    Criamos para nós deuses e mais deuses. Ou um só. E, nisso, nossa perfeição é tão grande (e não a dele) que somos à sua imagem e semelhança. Além da sua preocupação central, seu grande projeto, seus protegidos, e por aí vai.

    Fizemos todo o caminho, de retirar de nós a responsabilidade da vida, para fazermos toda a volta e trazermos de volta ao nosso egocentrismo. Somos tão importantes quanto somos o flagelo, isso é o que eu digo.

    Há poucos dias, em uma discussão numa lista de filosofia a respeito da existência ou não de deus (engraçado... 'de deus', e não 'de deuses' ou coisa que o valha - já chegamos a esse ponto!), uma das participantes - católica, claro - arguiu: "se não acreditas em Deus, em que creditas o milagre da tua existência?"

    Minha existência? Se eu lá acho isso milagre! E a existência de todas as outras coisas? E o porquê dessa existência? Ora... vou creditar a quem quer que seja o 'milagre' de existir se nem sei pra que diabos isso serve? E por que o meu milagre é maior do que um campo de flores, o orvalho, o canto dos pássaros?

    E não me venha dizer que tudo isso foi feito por nós e para nós, porque a maioria 'de nós' sequer olha isso! Sequer vê e faz questão, tão preocupados que estão com suas 'besteiras humanas'. Sim, besteiras: porque um dia essa nossa história de correr atrás do próprio rabo chega num fim, e muitos não fizeram nada além disso. E ainda creditam esse 'milagre' a 'alguém'.

    "E se argumentássemos que o homem é o melhor dos animais, isso não faria diferença, porque há outras coisas muito mais divinas por natureza do que o homem - o exemplo mais evidente são os corpos que constituem os céus" - Aristóteles

    Então, não me venham com pequenices humanas. Deixem-me com as minhas loucuras. Há tanto mais pra se ver e viver do que ser humano...

    Onde foi, afinal, que erramos nessa história toda?