Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

Minha foto
Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

terça-feira, setembro 07, 2004

A felicidade como virtude em si

    Che...

    Eu tenho evitado ao máximo transcrever textos que leio aqui no blog. Dentro do possível, tento preenchê-lo apenas com o que eu escrevo. No entanto, uma passagem não posso deixar de registrar. Ao menos uma... ainda que haja a possibilidade de isso se tornar uma tendência.

    Já pedi manifestações a respeito, mas em vão.

    Enfim:

    "Há uma diferença - e não pequena - em concebermos o sumo bem como posse ou exercício, ou, de outro lado, como estado de ânimo ou atividade (...). E do mesmo modo como nos Jogos Olímpicos não são os homens mais belos e os mais fortes que conquistam a coroa, mas os que competem (pois é no meio destes que surgirão os vencedores), assim também as coisas nobres e boas da vida só são conquistadas pelos que agem retamente.
    A vida de atividade conforme a virtude é aprazível por si mesma, pois o prazer é um estado da alma, e para cada homem é agradável aquilo que ele ama; e não apenas um cavalo dá prazer ao amigo de cavalos e um espetáculo ao amador de espetáculos, como também os atos justos ao amante da justiça e, em geral, os atos virtuosos aos amantes da virtude. Mas na maioria dos homens os prazeres estão em conflito uns com os outros porque não são aprazíveis por natureza, ao passo que os amantes do que é nobre se comprazem em coisas que são aprazíveis por natureza; esse é o caso dos atos virtuosos, que não apenas são aprazíveis a esses homens, mas em si mesmos e por sua própria natureza. A vida deles, portanto, não necessita do prazer como uma espécie de encanto acessório, mas contém o prazer em si mesma."
- Aristóteles, Ética a Nicômaco, 1199a


    Eu teria muito o que falar a respeito, porque acredito profundamente no que está escrito aí - mas não quero fazer monólogos. Vou aguardar comentários para que possamos dialogar.

    Queria também escrever mais, mas a preguiça de ficar digitando/transcrevendo foi maior. À medida que houver interesse, posso trazer um ou mais trechos para complementar alguma idéia.

    E bom fim de feriado.