Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

Minha foto
Nome:
Local: Porto Alegre, RS, Brazil

segunda-feira, setembro 27, 2004

    Será que é possível cavar o asfalto sujo de sangue aguado usando só os dedos?

    Fico perplexo ao perceber que existe um oceano vazio enterrado abaixo da minha miséria.

    Me sinto só, aqui na chuva.

    Já não sei se deveria ficar feliz por sofrer tanto...

    Bem-aventurados os que são qualquer-coisa. Porque deles será o reino... de si mesmos.

    Queria compreender outros espetáculos. Não, não... não há lá espetáculos; são palhaços encenando Rimbaud, é uma guitarra distorcida arranhando Wagner.

    Queria apenas espiar atrás das cortinas. Ver por dentro do vazio dos que são vazios e criam o vazio.

    Mas tenho medo. Tenho medo de falhar. Tenho medo de ser novamente abduzido. Tenho medo de, dessa vez, ser obrigado a trocar o que não possuo pelo que pode me fazer bem não possuir - e sequer querer qualquer das coisas.

    Chega. Coitados. E coitado de mim, por pensar.


    (ok, me rendo: se não entenderam nada deste post, leiam o segundo aí pra baixo antes)