Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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quarta-feira, outubro 06, 2004

Do contato com a mediocridade

    Em comentário no post anterior:
"Então, Luiz, o que queres dizer é que ninguém no teu ciclo de convivência é medíocre? Amigos, família, namorada, colegas de trabalho? Se te dói apenas olhar a mediocridade estampada em alguém, que este não busque o melhor, que não fique inerte aos 'pré-conceitos' que a sociedade verte aos montes, não esteja satisfeito com o que é hj, então o que eu achei que fosse regra - a mediocridade humana - é exceção?
    Pois, pelo conceito que EU tenho da mediocridade, uma espécie de conformismo inconsciente, como tu mesmo disseste no post, essa infelizmente creio ser regra. Poucas pessoas buscam na verdade ser mais do que aquilo que a elas é oferecido, às vezes imposto. Se tu apenas convives com pessoas assim, te invejo, então."


Réplica:

    Só um pouquinho: há no teu comentário pelo menos duas falácias graves:
    1 - Eu jamais disse que ninguém no meu ciclo de convivência é medíocre (citaste isso no início e no fim do texto);
    2 - O fato de me doer olhar quem é medíocre não muda nada a questão de existirem mais ou menos pessoas nessa condição.
    Eu não disse que não olho pessoas assim, nem que não sinto dor.

    Corrigindo as assetivas:

    Sim, acredito que a maior parte das pessoas seja medíocre (como tu também acreditas). Aliás: pouquíssimas não o são.
Sim, convivo com muitas pessoas medíocres. Como tu mesmo inferiste, isso é inevitável (ou quase: a única saída é evitar a vida em sociedade, a meu ver - como já pregava Nietzsche).

    Eu apenas disse que pessoas medíocres não me trazem momentos felizes, e que me dói vê-las.

    LOGO, a partir das premissas acima (já por mim citadas no texto e nos comentários anteriores), conclui-se que, ao conviver com pessoas:
    1 - tenho poucos momentos felizes;
    2 - sinto muita dor no coração.

    Agora sim.

    Poucas pessoas conseguem me trazer momentos felizes, poucas mesmo. Por isso tenho pouquíssimos amigos, por isso me deixo conhecer por poucos.

    É o ônus...