Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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Local: Porto Alegre, RS, Brazil

terça-feira, novembro 30, 2004

Uma breve manifestação sobre a prova da OAB

    Recebi um texto criticando a prova da OAB:

    "Bem Dawison, é verdade que a cada dia novos cursos de Direito vem sendo forrmados, e cada um mais despreparado que o outro, e claro, alcançam esselentes demandas de alunos dado ao eslogam de que o DIREITO de da um "leque" de opções para ganhar dinheiro. e para mim esse é um dos maiores problemas, pois não formamos bachareis, e sim interecesseiros, que mal se interessaram em pesquisa ou numa vida acadêmica ativa como participante de sua Universidade.
    Mas, não podemos simplesmente olhar por essa realidade, nos ultimos anos a OAB vem se tornando numa GRANDE IMPRESA de arrecadação e enrriquecimento de seus dirigentes. Prova disso são as riquissimas eleições para presidentes dessa "altarquia especial" como se alto intitula a OAB.
    O exame da ordem vem se tornando cada dia mais criminoso. Em meu estado por exemplo, um dos professores de tributario da minha universidade é elaborador oficial da prova da OAB, e a reprovação de seus alunos nessa matéria, aqui, no ultimo exame foi de mais de 75%, isso prova a maquina que vem se tornando o exame da Ordem.
    Para os que não sabem, essa "altarquia especial" (o que não existe em nossa CF) é o unico "orgão" em que seu exama não tem fiscalização externa de nem uma altoridade. enquanto a OAB é membro obrigatorio na maioria de exames de aptidão,e de orgãos de cunho público, não existe para com a OAB, nem um tipo de obrigação, seja ela fiscal, ou técnica onde coloco a prova.
    Utilizando que relatou o presidente da Seccional
Paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso: As inscrições para bacharéis e treineiros, profissionais que treinam os
candidatos, para o Exame 125 podem ser feitas, de 1 a 15 de dezembro,mediante o preenchimento da ficha de inscrição que será fornecida nas agências autorizadas do Banespa ou pela Internet. Para os bacharéis, o valor
da inscrição é de R$ 130,00 e para os treineiros, R$ 39,00 (30% do valor da taxa para os bacharéis), taxa que será paga através de boleto bancário,durante período de inscrição.
    Se mutiplicarmos esse valor pelos quase 5.000 candidatos em todo Brasil, veremos porque a cada dia, mais ex-membros da OAB se candidatam para mandatos eleitorais com carissimas campanhas eleitorais.
Nós, estudantes de Direito devemos presar é pela clareza do processo, e não discutirmos o teor das provas, afinal todos sabemos das abdicações e dificuldades que temos para nos formar bachareis, e não é uma prova que irá comprovar nossa capacidade e esperiência.
    O que temos que dircutir é porque as anuidades são tão altas se a OAB, pouco faz para melhorar a vida dos advogados que não se deram bem ou que nao fazem parte de uma pequena panelinha de abastados.
Se somarmos os ganhos da OAB, com suas despezas, tenho certeza que todos dessa lista desejaram se tornar membros da OAB.
    Não quero aqui dizer que deixa de ser necessário a prova, mas acho que é um verdadeiro crime o que esta acontecendo, é pior do que qualquer vestibular, é só olhar os nºs.

    Com desejos de uma campanha nacional pela clareza do processo do Exame da OAB, e pela modificação desse sistema, que é falho por natureza.
    Por um Exame justo !"
    Rafael Vasconcelos


    Ao que respondi:

    "Por favor, Rafael.

    Teu texto é ruim, e nele assassinaste a língua portuguesa.

    Por essas e outras é que o exame da OAB deve ser mais e mais rígido - há muita gente saindo da faculdade totalmente despreparada. Minha humilde opinião: um advogado que não sabe português é como um engenheiro que não sabe fazer contas: não tem condições mínimas para trabalhar.

    Antes que fales qualquer coisa, eu prestei este último exame, no Rio Grande do Sul - onde a taxa de aprovação foi similar à de São Paulo. Estudei, sim - bastante. De mais a mais, passei sem maiores problemas.

    Sim, as eleições para a OAB são concorridas, porque é um cargo político de grande visibilidade e um trampolim manjadíssimo para o quinto constitucional. Podes ter certeza que ninguém se candidata à presidência da Ordem com a finalidade precípua de aplicar o Exa.

    Lendo teu parágrafo, 'IMPRESA' é com 'e', 'enrriquecimento' só tem um erre, 'altarquia' é com 'u', assim como o 'alto' que foi empregado (na verdade, 'auto-intitula'). E mencionei apenas alguns erros de UM pequeno parágrafo do teu texto.

    Muitas vezes, ao iniciarmos o combate a determinado mal, são cometidos excessos. A prova talvez esteja muito difícil, alguns canditados bons podem ser reprovados - até por nervosismo. No entanto, é necessário que os operadores do Direito se dêem conta que, de uma vez por todas, é preciso abrir os livros e estudar. A prova da OAB, nos moldes atuais, não faz mais do que passar um rodo em todo o bacharelado que não possui qualquer condição e preparo para o exercício profissional.

    O grande problema da advocacia é este: enquanto um bacharel totalmente despreparado pode exercer normalmente a profissão de advogado, fazendo barbaridades, uma atrás da outra, em seus processos, o mesmo não ocorre com engenheiros ou médicos. Esse pode ser mais um motivo pelo qual a prova da Ordem se justifica.

    Pensa: que tal se fosse como as outras profissões, em que tivesses que responder por todo e qualquer erro? Sim, porque todo erro do advogado é um prejuízo grande ao cliente. No entanto, pelo excesso de subjetividade inerente à atividade, é difícil comprovar o tal 'erro'. Há responsabilidade apenas em casos extremos, como perda de prazos ou abandono de processos. Já o médico, se errar, é responsabilizado; o engenheiro, se a casa ou a ponte caírem, idem. O advogado, por uma peça mal-feita, simplória, com erros de argumentação... é punido?

    Complementando: a questão do exame ser 'justo' depende de concepções de justiça. Eu considero ele justo, uma vez que o critério adotado para corrigir as provas de todos os canditados é uníssono e público, assim como a matéria a ser exigida. Quando o exame foge à essa regra, é comum os candidatos recorrem ao judiciário - e garantem, assim, a justiça pela qual clamas.

    Podes, outrossim, reclamar que a prova é mal-feita, mal elaborada. Se assim for, deverias, em vez de ficar bradando aos quatro ventos, estar refletindo acerca da confecção da mesma, criticando construtivamente para que, no futuro, os critérios sejam mais ajustados.

    Está na hora, de uma vez por todas, de resgatar a dignidade da profissão. Que isso será dor a todos os incompetentes, sem dúvida; mas é um serviço imenso à sociedade. Oxalá fosse um exemplo seguido por outros setores da sociedade."

    Abraço a todos.