Título para que? Sou eu...

Sou eu, exposto aqui.

Um bom tanto de mim quer explodir. Ao invés de permitir o desperdício dos meus espasmos de criação inútil, prefiro deixá-los por aqui, para quem quiser me conhecer. Também é uma forma excelente de tentar organizar um pouco meus pensamentos, tão confusos.

Será melhor ainda se vocês puderem me criticar, e muito: pois só assim cresço.

Conto, então, com a ajuda de todos.

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terça-feira, fevereiro 15, 2005

À luta

    Um dia ainda vou entender por que tenho tanta resistência às pregações tipicamente católicas. Por exemplo, as idéias de que "não existe tempestade que para sempre dure" e de que "sofrimentos são nuvens passageiras". Não consigo aceitar o entendimento de que, ao 'deixarmos na mão de deus', seremos felizes. Pior ainda: aceitar que, se há sofrimento, é voltade dele, e devemos aceitá-lo - pois ele 'escreve certo por linhas tortas'.

    Não é como vejo. Não é como consigo ver.

    Para mim, a felicidade decorre de garra, de luta. De suor e sangue. Nada vem de graça, nem mesmo as pessoas que amamos. De todos relevamos falhas e defeitos, suportamos deslises, superamos desentendimentos e desavenças, choramos - tudo em nome da felicidade, do bem-estar.

    Se dinheiro trouxesse felicidade, bastava ganhar na loteria. Mas ver o sorriso dos que amamos não tem preço, e decorre de esforço. Não basta sermos quem somos e esperar resultados, é preciso buscar os resultados. Nossas conquistas diárias, sejam quais forem, são alcançadas carregando pedras, e não torcendo para que elas se movam.

    O católico luta, pois o trabalho dignifica o homem. Mas luta porque é um fardo a ser carregado, enquanto a felicidade é vontade divina - e vem em retribuição por alguma lógica extra-dimensional que nunca compreendemos ao certo. Eu luto porque quero, luto porque busco recompensa, sim: a satisfação pelo resultado que eu alcançar com meu sangue derramado.

    Dos dias em que fui covarde, não me orgulho. Da felicidade que deixei de alcançar por não ser forte - reconheço meu erro, e suporto minhas dores. Não porque deus quis assim, mas porque eu o fiz, deixando de empunhar a foice com a tenacidade necessária.

    Nossa realização é proporcional à força do espírito (e, muitas vezes, à teimosia dele em seguir lutando).

    ps: revisarei o texto, foi escrito com pressa.